sábado, 18 de abril de 2015

O inicio

Como vocês meus fieis leitores acompanham, tenho orgulho de dizer que sou um homem viajado, conheci muitos lugares e culturas, e é por isso me permito dizer que de todas as pátrias do mundo nenhuma tem a profundidade cultural que tem Portugal que mesmo eu nascido e criado luso ainda não tive o prazer de desbrava-la por completo, contudo nessa próxima aventura pretendo mudar isso fazendo uma viagem para as mais históricas vilas de Portugal.

Nossa viagem terá início em Lisboa e destino a Santarém



Dito isso eu convido vocês, meus caros leitores, a descobrir comigo uma nova e rica Portugal.
Fiquem ligados nas próximas postagens minha viagem começará daqui alguns dias!


Nota pessoal do autor: Antes de começar a viagem gostaria de esclarecer para aqueles que nunca leram o meu blog que eu não criei este blog apenas para roteiro de viagem, até porque como esse existem muitos outros, criei este blog para compartilhar com vocês todos os pensamentos e sentimentos que só temos a oportunidade de vivenciar em uma viagem, portanto me perdoem se momentaneamente me dispersar do foco principal e me perder nos meus pensamentos.


Confesso que não sou um homem muito matutino, portanto quando cheguei ao nosso ponto de encontro todos os meus companheiros de viagem estavam a minha espera, após a minha chegada, partimos.

O nosso meio de transporte não é o mais rápido que existe, na realidade posso dizer com convicção que é o mais lento, porém não posso me queixar, até porque enquanto o nosso barco navega lentamente pelo rio Tejo apreciamos a linda vista do anfiteatro de Lisboa que é a mais bela parte da cidade.

“Lisboa oriental, que é, vista de fora, a mais bela e grandiosa parte da cidade, a mais característica, e onde, aqui e ali, algumas raras feições se percebem, ou mais exatamente se adivinham, da nossa velha e boa Lisboa das crônicas. Da Fundição para baixo tudo é prosaico e burguês, chato, vulgar e sensabor com um período da Dedução Cronológica, aqui e ali assoprado numa tentativa ao grandioso do mau gosto, como alguma oitava menos rasteira do Oriental.”

Viajando nos meus pensamentos lembrei da teoria de um antigo filósofo que divide o mundo entre espiritualismo e materialismo e alguns pensamentos vieram a mina mente sobre como a estória de Cervantes e seus personagens traduzem os diferentes pontos de vista perfeitamente.


"Descobriu ele que há dois princípios no mundo: o espiritualista, que marcha sem atender à parte material e terrena desta vida, com os olhos fitos em suas grandes e abstratas teorias, hirto, seco, duro, inflexível, e que pode bem personalizar-se, simbolizar-se pelo famoso mito do cavaleiro da mancha, D. Quixote; — o materialista, que, sem fazer caso nem cabedal dessas teorias, em que não crê, e cujas impossíveis aplicações declara todas utopias, pode bem representar-se pela rotunda e anafada presença do nosso amigo velho, Sancho Pança.

Mas, como na história do malicioso Cervantes, estes dois princípios tão avessos, tão desencontrados, andam contudo juntos sempre, ora um mais atrás, ora outro mais adiante, empecendo-se muitas vezes, coadjuvando-se poucas, mas progredindo sempre.

E aqui está o que é possível ao progresso humano. E eis aqui a crônica do passado, a história do presente, o programa do futuro. Hoje o mundo é uma vasta Barataria, em que domina el-rei Sancho. Depois há de vir D. Quixote.”

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