Chegamos ao início da calçada que leva ao Alto de Santarém. Observando era possível perceber que se trata de uma cidadezinha decaída e desamparada, o mais belo são seus olivais, neles ainda está vivo o antigo símbolo patriarcal de Portugal.
Subindo a ladeira com as mulinhas vimos diversos monumentos e ruínas. No topo: a entrada da Vila! Tão bela a cena. Podemos associar a Vila a um poema romântico: irregular, largo e caprichoso. Um grande silêncio na praça ladeada por palácios, conventos e igrejas. É a cidade de um povo morto que desapareceu e deixou só seus monumentos.
Creio que todas as construções existentes mostram o pensamento de seu século e suas intenções.
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| “ Fora-de-Vila é um vasto largo, irregular e caprichoso como um poema romântico” |
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| Praça de Santarém |
O que pode ser visto em Santarém:
* Convento do Sitio ou de Jesus
* Convento das Donas
* Convento de S. Domingos, jazigo de S. Frei Gil
* Mosteiro das claras
* Baixas arcadas góticas de S. Francisco, cujo último guardião foi Frei Dinis
* Edifício filipino
* O Colégio
* Palácio dos condes de Unhão
* Igreja de S. João de Alporão
* Igreja de Santa Maria de Alcáçova.
Vou agora ao pé dessa última igreja citada jantar junto a um amigo.
Os monumentos em Portugal se encontram em péssimas condições. Depois do Grande Terremoto iniciou-se uma ausência de estilo das construções. Os reparos ainda tornaram certos estilos, estilo algum. Podemos agradecer ao Marques de Portugal boa parte dessa situação.
No antigo palácio de D. Afonso Henriques encontro meu grande amigo chefe do partido progressista que merece diversos elogios. Conversamos sobre as antigas grandezas de Santarém e a atual catástrofe que ela vive.
Devo dizer que ao acordar vi a linda imagem do Tejo, ao longe olivedos e a vila de D Manuel e suas charnecas e vinhas. Me deparei ainda, ao pé do monte que estou com a cruz de Santa Iria. Nesse momento pude viajar pela minha imaginação e tive uma sensação de saudade mas não de esperança.
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