Byron, Schiller, Camões e Tasso morreram jovens, do coração. Não realmente de uma parada cardíaca ou outro problema do tipo, mas pelo excesso de sentimentos, por viver intensamente. Homero e Goethe, Sófocles e Voltaire morreram velhos, a imaginação, em detrimento ao sentimentalismo, não mata, imaginar é apenas sonhar.
Devo dizer aqui, a você, leitor do meu blog, que espero não tê-lo decepcionado. Certamente saberá da minha viagem, mas não sei escrever de outra forma se não intercalando-a com minhas digressões.
Tantos foram os assuntos de meu almoço que devo contar-lhe um em especial, Santa Iria, a quem se homenageou na cidade de Santarém. Não se sabe se são duas santas ou duas histórias, talvez a narração popular tenha a modificado um pouco.
A trova popular conta o seguinte: Um cavalheiro teria pedido abrigo na casa de Iria que insistiu muito ao pai conseguindo abrigá-lo. Depois de cuidar dele muito bem percebe que está sendo raptada depois de muito ele acaba matando ela. Cresce uma ermida no lugar em que ela fora enterrada e o cavaleiro passando por lá muito tempo depois pede perdão para a Santa, ela acaba não aceitando.
Já os cronistas e o romance popular dizem que: Santa Iria teria sido uma nobre freira no convento duplex benedito. Britaldo, também nobre teria se apaixonado por ela que contudo resistiu e isso fez ele adoecer. A Santa foi consolá-lo e isso fez com que ele se curasse. Contudo o monge Remígio se apaixonou por Iria também mas, com raiva da recusa, fez uma poção que fazia a mulher parecer grávida. Ao ouvir que a mulher carregava um bebê Britaldo mandou que Banam a matasse e a jogasse no rio Nabão. O corpo teria aparecido nas margens do rio Tejo em Santarém mas esse estava em um sepulcro debaixo d’água que se abriu apenas para revelar o corpo intacto da santa que não podia ser retirada de lá. Se abriu novamente para a rainha Santa Isabel e o Rei mandou construir um monumento no local.
#nacionalismo #imaginação

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