sábado, 18 de abril de 2015

A batalha

Auto retrato de Gustave Courbet. “Tratava-se de morrer. Não sabe o que é verdadeira angústia d'alma o que ainda não abençoou a morte que viu diante de si, o que a não invocou ainda como único remédio de seu mal, ou, o que é mais desesperado, como única saída de suas fatais perplexidades.”

Na noite em que Carlos e Joaninha se despediram iniciaram-se as batalhas decisivas entre os constitucionais e os realistas. Carlos foi convocado, acreditava que era um convite para a morte e pensar nessa catástrofe antes dela acontecer é pior que realmente morrer, há sofrimento perante a morte.

Carlos parte para a batalha, mais tarde um homem cravado de balas dá entrada em um hospital, não está morto, apenas debilitado, só segura junto ao peito algo pendurado num cordão preto, era a medalha com o cabelo de Georgina, sua mulher.

Em S. Francisco de Santarém está agora Carlos com Georgina. Ela diz para ele que Joaninha e sua avó estavam lá e que ela já sabia de tudo, ele fica desesperado e dorme. Dias depois Georgina revela que não o amo mais e ele fica muito chateado, além de dizer a ele que sua família iria visitá-lo.

#morte #medo #fuga #história




Carlos questionou se Georgina já não o amava mais, relembrando-a sobre os belos momentos que haviam passado juntos. Porém Georgina não se comoveu e disse que apesar de já o ter amado muito, ela sente que o amor entre os dois estava diminuindo e ela já não o amo mais (“Queres que to repita? Repetirei. Que tu amas tua prima que ela te adora. E por Deus, Carlos, eu já lhe quero como se fora minha irmã. Entendes bem que te não amo?”). Justificando isso por meio das cartas de amor que Carlos enviava para ela enquanto estava distante. Se de início elas eram completamente apaixonadas, elas começaram a perder a sua naturalidade ao longo do tempo. Georgina completou dizendo como ficou triste por apenas ter visto Carlos novamente ferido em um hospital ao lado de um frade. Carlos ficou furioso ao saber de Frei Dinis, e também após ouvir que sua avó e sua prima estavam lá também. Georgina então afirma que o seu amor por Carlos já não existia mais, já que ele amava sua prima Joaninha. Carlos não concordou, e voltou a ofender Frei Dinis, que neste momento entrou no quarto.

#Santarém #Romance

Como prometido, uma foto que tirei em Santarém. “Ai Santarém, Santarém! abandonaram-te, mataram-te”.


Frei Dinis se aproximou de Carlos e o perdoou pelas ofensas que acabara de dizer e em seguida disse que o amava, apesar de saber que Carlos o odiava. Durante a conversa entre os dois, o confronto que estava ocorrendo entre os constitucionalistas e os realistas chegou a um desfecho, com vitória dos constitucionalistas. Frei Dinis esbravejou, e mais uma vez insistiu no perdão de Carlos pelas palavras ditas, e pediu que Carlos também o perdoasse. Neste momento ele quase revela que é seu pai, porém se impede no último momento (“Sim, tu Carlos. Revoga as palavras terríveis que proferiste, e em nome de Deus, filho, perdoa a teu...”). Carlos não aceitou as palavras do Frei e o acusou de ser culpado de toda a tragédia de sua família, como a morte de seu pai e a cegueira de sua avó. O Frei se diz culpado e pede a Carlos “Mata-me, mata-me!”.

Devo apenas fazer uma observação nesse momento de como tem sido agradável poder ouvir este belo romance enquanto viajo, mas temo que não consiga terminá-lo ainda hoje, pois logo mais irei visitar os famosos locais do Santo milagre.

#Romance #Santo milagre

Georgina pediu que Carlos perdoasse o frei, porém Carlos mostrou repugnância e se recusou. Georgina caiu de joelhos aos pés de Dinis e o confortou, depois seduziu Carlos para que ele também perdoasse Frei Dinis, e não resistindo à sedução de Georgina, Carlos foi ao chão e os três se uniram em um abraço. Aproveitando o momento, Frei Dinis pediu perdão à Carlos mais uma vez, porém acaba lembrando-o de sua mãe, Carlos então levantou-se com raiva e munido de uma pedaço de pau preparou um golpe fatal em Dinis, que lhe inclinou a cabeça como quem aceita a morte como destino, porém neste momento Francisca e Joaninha entraram no cômodo gritando e fizeram Carlos interromper o movimento do golpe, revelando que aquele homem era na verdade seu pai (“Filho, meu filho! — arrancou a velha com estertor do peito: — é teu pai, meu filho. Este homem é teu pai, Carlos”). Georgina e Joaninha trocam olhares e a primeira disse que não amava mais Carlos, a segunda, porém afirma que seu amor por ele apenas crescia. Georgina então se despediu da família e se foi. A verdade de que Frei Dinis não havia assassinado o pai de Carlos foi revelada a ele, que fica sabendo que na verdade Frei Dinis havia se protegido de um ataque do homem que ele acreditava ser seu pai, que juntamente do pai de Joaninha conspiraram para matá-lo, porém isso, não intencionalmente, resultou em suas mortes. (“Ambos se juntaram para me assassinar, e me acometeram atraiçoadamente na charneca. Não os conheci; foi de noite, escura e cerrada. Defendi-me sem saber de quem, e tive a desgraça de salvar a minha vida à custa da deles.”). Carlos então saiu do quarto sem dizer uma palavra, e apenas voltou a dar notícias três dias depois, por meio de uma carta que dizia que ele estava junto do exército constitucionalista em Évora. #Romance

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